Atentado no Quênia foi represália à transferência de embaixada americana para Jerusalém

Grupo terrorista al-Shabaab assume ato que matou 16 pessoas em um complexo hoteleiro na capital do país africano.

Explosões provocadas por ato terrorista em hotel de Nairóbi matam 16 pessoas na noite de terça-feira (15). (Foto: Thomas Mukoya/Reuters)
Explosões provocadas por ato terrorista em hotel de Nairóbi matam 16 pessoas na noite de terça-feira (15). (Foto: Thomas Mukoya/Reuters)

Em uma carta de duas páginas publicada nesta quarta-feira (16), o grupo militante jihadista al-Shabaab afirmou que o ataque a um complexo hoteleiro e de negócios realizado na noite anterior em Nairóbi, no Quênia, foi uma resposta a Donald Trump, pela transferência da embaixada americana em Israel para Jerusalém em 2017.

“Os mujahideen (guerreiros santos) conduziram esta operações em resposta às declarações tolas do presidente americano, Donald Trump, e à sua declaração de Al-Quds (Jerusalém) como  capital de Israel”, anunciou o grupo, que tem base na Somália, país vizinho.

O ataque recebeu o nome de “operação Jerusalém nunca será tornada judaica”. Em um comunicado via rádio, os terroristas disseram que os interesses econômicos dos EUA e de Israel sofrerão enquanto continuarem desafiando os direitos dos palestinos.

Vítimas

O ato terrorista provocou explosões que mataram pelo menos 16 pessoas. O presidente queniano, Uhuru Kenyatta, afirmou nesta quarta-feira que as forças de segurança do Quênia mataram os extremistas islâmicos que invadiram um complexo hoteleiro em Nairóbi.

Das vítimas, 16 eram quenianas, uma britânica, uma americana e três descendentes de africanos, mas suas nacionalidades ainda não foram identificadas, segundo a polícia. Na terça-feira, as autoridades enviaram forças especiais para o hotel para expulsar os atiradores. O presidente disse que mais de 700 civis foram resgatados do complexo.

O país é ocasionalmente alvo do grupo terrorista somali, que em geral atribui os ataques a uma vingança pelo envio de tropas quenianas ao apoio do governo da Somália. Outros graves ataques jihadistas já aconteceram no país.